Dia Mundial da Terra: ainda há o que celebrar?

Fonte: Arquivo pessoal - Jeniffer Driely de Oliveira

Neste Dia Mundial da Terra, celebrado em 22 de abril, temos muito a refletir. O desmatamento continua avançando, e muitas vezes a ganância fala mais alto do que a proteção da nossa própria casa: o planeta Terra. Quando eu era criança, essa data era marcada por atividades na escola que destacavam a importância de cuidar do meio ambiente. Já no ensino médio, ao estudar sobre mudanças climáticas, decidi cursar Biologia, com o desejo — talvez ousado — de contribuir, de alguma forma, para reduzir os impactos causados pelo ser humano.

Hoje, aos 25 anos, percebo que essa é uma luta constante. De um lado, há quem priorize o lucro sem considerar as consequências ambientais; de outro, existem pessoas que buscam conscientizar, sensibilizar e mostrar o quanto nosso planeta é incrível. A Terra é rica em vida, beleza e diversidade, e não precisamos destruí-la para sobreviver — pelo contrário, precisamos aprender com a natureza e investir em formas mais equilibradas de coexistência.

Durante a graduação, tive a oportunidade de fazer voluntariado no Parque Estadual da Ilha Anchieta, em Ubatuba (SP). Foi ali que me reconectei com o encanto pela vida. Entre trilhas na Mata Atlântica, praias deslumbrantes e uma enorme diversidade de animais — como cutias, saguis, capivaras, aves coloridas e espécies marinhas — vivi experiências transformadoras. Trabalhar como educadora ambiental e compartilhar esse conhecimento com visitantes foi algo muito especial. Ver o brilho nos olhos das pessoas ao descobrirem algo novo renovava minhas forças para continuar nessa caminhada.

Uma das experiências mais marcantes foi mergulhar pela primeira vez e observar raias-prego em seu habitat natural. Foi como entrar em um novo universo: silencioso, calmo e cheio de descobertas. Ali, percebi ainda mais a importância de proteger essas espécies, muitas vezes ameaçadas pela pesca excessiva feita em larga escala — por exemplo a pesca industrial e a sobrepesca. Esse encontro foi tão significativo que me motivou a iniciar uma pós-graduação voltada à conservação desses animais. Bem, essa foi só uma parte da minha caminhada neste planeta, como bióloga e educadora ambiental. Espero que goste e que esta história te inspire de alguma forma a pensar em como você pode fazer sua contribuição para o bem da Terra.

Inclusive, você sabia que as raias são peixes cartilaginosos, assim como os tubarões? Pois é, mas essa história a gente deixa para um outro momento.

Compartilhe este post:

Confira nossas últimas notícias

Divulgação colaborativa e Saúde na Floresta!

Equipe multidisciplinar Interage com a população e leva serviços de educação e saúde aos moradores do

10 Anos de Descobertas: O PPGBio em Festa!

Nesta edição, celebramos uma década de estudos sobre a nossa biodiversidade. Venha ver como o PPGBio

A gestão pública aliada à Ciência: CEPAV-Saúde Única e Prefeitura de Rio Verde unem forças pela saúde da região.

Passo importante na integração de equipes para a construção de ações de saúde única em Rio

Login

Sebastião Filho Furquim Vilas Boas

Biólogo

Biólogo e professor apaixonado pelo ensino. Colabora com projetos do laboratório DIVERTE, onde atua com diagramação de textos, criação de jornais e experimentações com IAs para gerar ilustrações criativas.

Marcos Paulo Filemon

Biólogo

Licenciado em Ciências Biológicas, colabora com projetos do laboratório DIVERTE, onde atua com criação e impressão de modelos 3D de vetores e reservatórios de zoonoses.

Mariana de Paula Torres

Bióloga

Bióloga, mestra em Zoologia, com interesse em ilustração científica e divulgação da diversidade de vertebrados. Atualmente, faz MBA em Marketing, a fim de encontrar novos meios de integrar ciência com estratégias criativas.

Gabrielle Rufatto Cunha

Orientanda

Estudante do Curso de Licenciatura em Ciências Biológicas do IF Goiano/Campus Rio Verde. Realiza seu projeto de Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) com a invisibilidade da doença de Chagas no ambiente escolar e na sociedade como um todo.

Mari Maggie de Jesus Ishii

Orientanda

Estudante do Curso de Licenciatura em Ciências Biológicas do IF Goiano/Campus Rio Verde. Realiza seu projeto de Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) com a invisibilidade da doença de Chagas no ambiente escolar e na sociedade como um todo.

Ana Carolina Gomes

Estudante

Estudante do Curso de Bacharelado em Ciências Biológicas do IF Goiano/Campus Rio Verde. Atua como monitora do DiVERTE, dando suporte às ações dos projetos do laboratório.

Isabel Marques

Orientanda

Sou mineira, moro em Rio Verde (GO), apaixonada pelo mar e curso o Bacharelado em Ciências Biológicas no IF Goiano – Campus Rio Verde. Sou bolsista e desenvolvo um projeto de ensino que usa a baleia-franca austral para falar com crianças sobre como o Cerrado e os oceanos estão conectados e porque precisamos cuidar dos dois.

Julia Maria Souza

Orientanda

Estudante do Curso de Licenciatura em Ciências Biológicas do IF Goiano/Campus Rio Verde. É bolsista em um projeto de ensino sobre textos de divulgação científica em revistas e seu uso para a produção de textos em escolas.

Rogério Alves Ferreira

Orientando

Farmacêutico, mestrando do PPGBio, com um projeto sobre os fatores socioambientais relacionados à ocorrência de vetores da Doença de Chagas em Rio Verde/GO.

Gislaine Leão Parreira

Orientanda

Enfermeira, mestranda do PPGBio, com um projeto sobre os fatores socioambientais relacionados à ocorrência de roedores sinantrópicos e casos de leptospirose em Rio Verde/GO.

Mirelly de Medeiros Correa

Orientanda

Licenciada em Ciências Biológicas, adoradora de gatos, livros, séries e filmes. Meu projeto de mestrado no PPGBio envolve plataformas digitais de ciência cidadã e mamíferos brasileiros, como se relacionam e como a CC pode ajudar na conservação da mastofauna.

João Pedro Alves da Silva

Orientando

Licenciado em Ciências Biológicas, mestrando do PPGBio, com um projeto sobre o padrão de ocorrência e atividade diária dos porcos do mato, catetos, na região de Rio Verde/GO.

Fernanda Silva Bonfim Sinaei

Co-orientanda

Bióloga, mestre em Biologia e doutoranda em Biociências e Saúde pela Fiocruz. Atua com pesquisa científica, educação, arte e temas relacionados à saúde e aos processos biológicos. O projeto de doutorado visa promover educação em saúde e reduzir a invisibilidade da doença de Chagas em Posse-GO, por meio de ações educativas em escolas e espaços comunitários, através do jornal “A Voz do Saruê” e oficinas de CienciArte.

Fernanda Silva Bonfim Sinaei

Co-orientanda

Bióloga, mestre em Biologia e doutoranda em Biociências e Saúde pela Fiocruz. Atua com pesquisa científica, educação, arte e temas relacionados à saúde e aos processos biológicos. O projeto de doutorado visa promover educação em saúde e reduzir a invisibilidade da doença de Chagas em Posse-GO, por meio de ações educativas em escolas e espaços comunitários, através do jornal “A Voz do Saruê” e oficinas de CienciArte.