Neste Dia Mundial da Terra, celebrado em 22 de abril, temos muito a refletir. O desmatamento continua avançando, e muitas vezes a ganância fala mais alto do que a proteção da nossa própria casa: o planeta Terra. Quando eu era criança, essa data era marcada por atividades na escola que destacavam a importância de cuidar do meio ambiente. Já no ensino médio, ao estudar sobre mudanças climáticas, decidi cursar Biologia, com o desejo — talvez ousado — de contribuir, de alguma forma, para reduzir os impactos causados pelo ser humano.
Hoje, aos 25 anos, percebo que essa é uma luta constante. De um lado, há quem priorize o lucro sem considerar as consequências ambientais; de outro, existem pessoas que buscam conscientizar, sensibilizar e mostrar o quanto nosso planeta é incrível. A Terra é rica em vida, beleza e diversidade, e não precisamos destruí-la para sobreviver — pelo contrário, precisamos aprender com a natureza e investir em formas mais equilibradas de coexistência.
Durante a graduação, tive a oportunidade de fazer voluntariado no Parque Estadual da Ilha Anchieta, em Ubatuba (SP). Foi ali que me reconectei com o encanto pela vida. Entre trilhas na Mata Atlântica, praias deslumbrantes e uma enorme diversidade de animais — como cutias, saguis, capivaras, aves coloridas e espécies marinhas — vivi experiências transformadoras. Trabalhar como educadora ambiental e compartilhar esse conhecimento com visitantes foi algo muito especial. Ver o brilho nos olhos das pessoas ao descobrirem algo novo renovava minhas forças para continuar nessa caminhada.
Uma das experiências mais marcantes foi mergulhar pela primeira vez e observar raias-prego em seu habitat natural. Foi como entrar em um novo universo: silencioso, calmo e cheio de descobertas. Ali, percebi ainda mais a importância de proteger essas espécies, muitas vezes ameaçadas pela pesca excessiva feita em larga escala — por exemplo a pesca industrial e a sobrepesca. Esse encontro foi tão significativo que me motivou a iniciar uma pós-graduação voltada à conservação desses animais. Bem, essa foi só uma parte da minha caminhada neste planeta, como bióloga e educadora ambiental. Espero que goste e que esta história te inspire de alguma forma a pensar em como você pode fazer sua contribuição para o bem da Terra.
Inclusive, você sabia que as raias são peixes cartilaginosos, assim como os tubarões? Pois é, mas essa história a gente deixa para um outro momento.