Divulgação colaborativa e Saúde na Floresta!

Equipe em ação - Fonte: Jomara de Souza

Você já voltou de alguma atividade desafiadora muito cansado, mas com a sensação de dever cumprido e de ter participado de algo realmente significativo e importante? Bem, é exatamente o que eu senti após a minha nova vista ao Parque Estadual Chandless, em Manoel Urbano/AC, entre os dias 06 e 12/04/26.

Dessa vez, participei das atividades do Programa Saúde na Floresta, uma iniciativa do governo estadual do Acre para levar serviços de saúde às unidades de conservação do estado. O programa envolve as secretarias estaduais de Meio Ambiente (SEMA-AC) e Saúde (SESA-AC) e colaboradores como bombeiros, profissionais das secretarias municipais de saúde, entre outros. Dessa vez, o IOC-Fiocruz esteve presente com o médico Filipe Anibal e comigo (biólogo, divulgador científico), sendo reforçado por pesquisadores da equipe da Fiocruz Rondônia (os veterinários André Aguirre e Gabriel Valença e a biomédica Karolaine Teixeira).

Foi impressionante ver o esforço e os desafios da equipe organizadora (as servidoras da SEMA-AC Madalena e Jomara) para deslocar tantas pessoas para um local de difícil acesso. Enfrentamos chuva nos barcos durante o percurso, pernoite em um batelão às margens do Rio Purus, escorregões em barrancos, carro quebrado. Contudo, nenhum “perrengue” foi maior do que o aprendizado, as boas companhias, a boa comida, a acolhida e colaboração dos organizadores e moradores. Tivemos bastante trabalho, mas foi recompensador ter a sensação de colaborarmos para a prestação de um serviço que faz a diferença.

Dessa vez, a minha missão era conversar com os moradores para esclarecer dúvidas sobre as ações que seriam realizadas durante o evento, como a coleta de sangue para investigação da Doença de Chagas, Hidatidose (doença da paca) e outros agravos. Também observava as condições de saneamento básico (captação de água e esgoto) e recolhia amostras de água para avaliar a presença de metais pesados.

Por fim, eu fui validar com os moradores um material ilustrado sobre os riscos a que estão submetidos os trabalhadores florestais: animais peçonhentos, vetores e reservatórios de zoonoses, riscos ergonômicos, aquisição de zoonoses pelo contato e consumo de animais silvestres. O material foi baseado nos itens apontados por eles em uma oficina no ano passado, ou seja, foi construído em colaboração. Eles puderam conferir o material e sugerir alterações, tornando-o uma representação mais fiel à realidade deles.

Enquanto isso, os veterinários examinavam os cães, davam sugestões e administravam medicamentos, além de vacina antirrábica junto ao agente de endemias da prefeitura municipal de Manoel Urbano/AC. Fizemos essas visitas de casa em casa e, no dia 11/04, recebemos os moradores na sede do parque para que fossem realizados os atendimentos com os profissionais de saúde (enfermeiros, médicos, etc) e os encaminhamentos para tratamento e acompanhamento nos órgãos de saúde.

Retornamos a Rio Branco no dia 12/04, com a sensação de dever cumprido. E você gostou do relato? Quer participar de alguma edição do Saúde na Floresta? Acompanhe nosso blog e siga conosco Ao Infinito e Além

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Marcos Paulo Filemon

Biólogo

Licenciado em Ciências Biológicas, colabora com projetos do laboratório DIVERTE, onde atua com criação e impressão de modelos 3D de vetores e reservatórios de zoonoses.

Mariana de Paula Torres

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Estudante do Curso de Licenciatura em Ciências Biológicas do IF Goiano/Campus Rio Verde. Realiza seu projeto de Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) com a invisibilidade da doença de Chagas no ambiente escolar e na sociedade como um todo.

Mari Maggie de Jesus Ishii

Orientanda

Estudante do Curso de Licenciatura em Ciências Biológicas do IF Goiano/Campus Rio Verde. Realiza seu projeto de Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) com a invisibilidade da doença de Chagas no ambiente escolar e na sociedade como um todo.

Ana Carolina Gomes

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Estudante do Curso de Bacharelado em Ciências Biológicas do IF Goiano/Campus Rio Verde. Atua como monitora do DiVERTE, dando suporte às ações dos projetos do laboratório.

Isabel Marques

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Sou mineira, moro em Rio Verde (GO), apaixonada pelo mar e curso o Bacharelado em Ciências Biológicas no IF Goiano – Campus Rio Verde. Sou bolsista e desenvolvo um projeto de ensino que usa a baleia-franca austral para falar com crianças sobre como o Cerrado e os oceanos estão conectados e porque precisamos cuidar dos dois.

Julia Maria Souza

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Estudante do Curso de Licenciatura em Ciências Biológicas do IF Goiano/Campus Rio Verde. É bolsista em um projeto de ensino sobre textos de divulgação científica em revistas e seu uso para a produção de textos em escolas.

Rogério Alves Ferreira

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Farmacêutico, mestrando do PPGBio, com um projeto sobre os fatores socioambientais relacionados à ocorrência de vetores da Doença de Chagas em Rio Verde/GO.

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Mirelly de Medeiros Correa

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Licenciada em Ciências Biológicas, adoradora de gatos, livros, séries e filmes. Meu projeto de mestrado no PPGBio envolve plataformas digitais de ciência cidadã e mamíferos brasileiros, como se relacionam e como a CC pode ajudar na conservação da mastofauna.

João Pedro Alves da Silva

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Licenciado em Ciências Biológicas, mestrando do PPGBio, com um projeto sobre o padrão de ocorrência e atividade diária dos porcos do mato, catetos, na região de Rio Verde/GO.

Fernanda Silva Bonfim Sinaei

Co-orientanda

Bióloga, mestre em Biologia e doutoranda em Biociências e Saúde pela Fiocruz. Atua com pesquisa científica, educação, arte e temas relacionados à saúde e aos processos biológicos. O projeto de doutorado visa promover educação em saúde e reduzir a invisibilidade da doença de Chagas em Posse-GO, por meio de ações educativas em escolas e espaços comunitários, através do jornal “A Voz do Saruê” e oficinas de CienciArte.

Fernanda Silva Bonfim Sinaei

Co-orientanda

Bióloga, mestre em Biologia e doutoranda em Biociências e Saúde pela Fiocruz. Atua com pesquisa científica, educação, arte e temas relacionados à saúde e aos processos biológicos. O projeto de doutorado visa promover educação em saúde e reduzir a invisibilidade da doença de Chagas em Posse-GO, por meio de ações educativas em escolas e espaços comunitários, através do jornal “A Voz do Saruê” e oficinas de CienciArte.