Um alerta à população de Rio Verde

Fonte: Shutterstock. Imagem ilustrativa de cão com sinais associados à raiva.

Você sabia que raiva é uma doença extremamente grave, que depois do aparecimento dos sintomas possui uma taxa de mortalidade próxima de 100%? E que ainda apresenta pouquíssimos casos de sobrevivência no mundo? Entre esses raros sobreviventes, dois casos aconteceram no Brasil! Estamos falando da raiva, uma doença viral que ataca o sistema nervoso central dos mamíferos.

O vírus entra no organismo geralmente pela saliva de um animal infectado, por meio de arranhões, lambidas em feridas ou mordidas. Depois disso, o vírus viaja pelos nervos periféricos até chegar ao cérebro, onde provoca uma inflamação grave chamada encefalite, causando sintomas neurológicos intensos como espasmos (contração muscular repentina, involuntária), confusão mental, hidrofobia (medo da água), dificuldade para engolir e paralisia.

Em 5 de setembro de 2026, a CBN Goiânia noticiou a morte de sete cavalos em Santa Helena de Goiás com sintomas semelhantes aos da raiva. Apenas um animal foi testado e teve a doença confirmada, mas há suspeita de que os demais também tenham sido infectados, levando ao início de uma investigação.

Falar sobre raiva em uma cidade tão próxima de Rio Verde, cerca de 40 quilômetros de distância, deve nos manter alertas. Ademais, estamos falando de uma doença com uma taxa de mortalidade próxima de 100% depois do aparecimento dos sintomas. Vacinar os animais domésticos, principalmente cães e gatos, e manter essa vacinação em dia é uma das principais formas de prevenção. Além disso, recomenda-se que profissionais que lidem diretamente com animais (biólogos, veterinários, zootecnistas, cuidadores, etc) e possuam maior risco de exposição, recebam a vacinação preventiva.

Caso uma pessoa seja mordida, arranhada ou tenha contato com a saliva de um animal suspeito, não se deve esperar o aparecimento dos sintomas. O local deve ser lavado imediatamente com água e sabão e a pessoa deve procurar um hospital, posto de saúde ou outra unidade de atendimento o mais rápido possível, pois os profissionais irão avaliar a necessidade da vacina e, dependendo do caso, do soro antirrábico.

Se perceber sintomas suspeitos em animais, como mudança de comportamento, salivação excessiva, dificuldade para engolir, falta de coordenação ou paralisia, é importante não tentar manipular o animal sem orientação. O correto é entrar em contato com os órgãos responsáveis, como a Vigilância em Saúde do município.

A erradicação de doenças é algo difícil, porém não impossível, todos devemos fazer a nossa parte, para assim, em conjunto, tornar o ambiente melhor. Quando situações como essa acontecem, o próprio Estado abre uma investigação e examina propriedades da região para tentar mapear a circulação da doença, além de realizar a coleta de materiais quando necessário.

Então vacine seu animal de estimação, mantenha a vacinação em dia e se perceber qualquer situação suspeita, siga as recomendações já descritas acima. A informação e a prevenção são fundamentais, principalmente quando estamos falando de uma doença tão grave como a raiva.

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Bióloga, mestre em Biologia e doutoranda em Biociências e Saúde pela Fiocruz. Atua com pesquisa científica, educação, arte e temas relacionados à saúde e aos processos biológicos. O projeto de doutorado visa promover educação em saúde e reduzir a invisibilidade da doença de Chagas em Posse-GO, por meio de ações educativas em escolas e espaços comunitários, através do jornal “A Voz do Saruê” e oficinas de CienciArte.

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